Arte Coisa e Tal


22/11/2009


AUTO DE NATAL

Paráfrase:

 AUTO DA BARCA DO INFERNO

 

 

 

                                                                                                     

   SOBRE A OBRA

Gil Vicente debruçou sobre um teatro

de crítica social e de costumes.

Seguiu seus instintos e saiu

movendo pedras e levantando lebres,

sem considerar como melhor este

ou aquele tipo humano.

Uma obra que não buscou inimigos,

 mas propôs uma reflexão sobre a sociedade

 de uma época,

com o desejo firme de que todos

mirassem os exemplares

apresentados e se encontrassem nele.

"Rindo-se, castigam-se os costumes"

 

SOBRE nosso TRABALHO

 

Tivemos contato com a narrativa da

Genealogia Angelical,

 para entender que o bem foi o início de tudo.

Fizemos a leitura do texto poético narrativo

"O Violeiro" do menestrel :

 Elomar Figueira de Melo,

nosso conterrâneo, não só por esta

peculiaridade,

mas para percebermos que o tipo de escrita,

a medida métrica e o assunto contribuem

para a execução de uma obra

e que tais pontos tornam-na única.

Ouvimos a obra para constatar que

há uma intenção melódica sobre

cada palavra e que a beleza 

é possível na simplicidade da linguagem.

Listamos tipos humanos que conhecemos

 para o julgamento:

ir para o céu ou ir para o inferno.

Escrevemos a descrição do tipo e

a justificativa para sua condenação ou absolvição,

seguindo os costumes da atualidade.

Buscamos fazer paródias que traduzissem as

características de cada personagem

e notamos que muitos deles foram igualmente

tratados por Gil Vicente.

Finalmente, entre a entrevista musical

 e o texto teatral clássico, optamos por

 não utilizar nenhum recurso audio visual,

para valorizar a fala, a audição,

o canto o figurino e propiciar maior

entretenimento... Ficou mais intimista.

 O texto foi coletivo, cada turma

escolheu uma situação inicial

 e teceu seus conflitos.

Daí, partimos para os ensaios ,

 a busca pelo figurino e pelas músicas 

 que caracteriza cada tipo

(foi muito pessoal),

 porque os alunos foram eleitos

 em cada classe, para representar

cada personagem.

Um resultado... surpreendente?

Não, uma experiência saudável e enriquecedora!

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Exercício:              

 Prefeito

 

Mamãe! não quero ser prefeito

Pode ser que eu seja eleito

e alguém pode me denunciar

 

     Ex-prefeito foi tão cedo

     Deus me livre! eu tenho medo

     de morrer sem me formar.

 

Papai! eu não vou prometer nada,

pois eu não vou fazer nada

(vão querer me assassinar!)

 

   Eu não sou besta , vou me formar

   pra prefeito, se for eleito

   vão ter que me matar!

 

Prefeito honesto

só existe no gibi

quem quiser que fique aqui...

entrar na política é com vocês.

 

    Laelson Miranda (5ª série B- CEDOCA) 

Depois deste texto, foi condenado a

 representar o político  na apresentação final.

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Sobre as barcas

Se foi pesadelo ou sonho?

Fica difícil de lhe dizer.

Tive foi um medo medonho

Então, comecei me benzer.

 

Vi dois barcos já ocupados,

Com tripulação agitada.

Inocentes nem culpados

Que viaje desesperada.

 

Mas o anjo vestido num véu

com bela conversa me guia

- Venha comigo, entre no céu!

Tenha cuidado com magia!

 

- Tá doido! sou bom cobrador.

Nunca escolhi candidato.

Mas, se já fiz qualquer favor...

Vai ter que pagar o pato.

 

Abre os braços sorridente,

Parecendo um cão danado...

O diabo ficou contente:

-Vem pra cá, cabra safado!

 

É barca rica, bacana...

Abarrotada e bem quente.

Notei uma certa fulana

Gritando: - Vem com a gente!

 

Vi político e matador,

Bancário com pistoleiro.

Acredite! Que vi um pastor,

Engajado no atoleiro.

 

Tem "boiola", "mulher da vida",

Banqueiro de traficante,

Nessa turminha bandida

Achei o padre com sua amante.

 

Juro, queria sair correndo!

Mas, gritei alto: - Sou inocente!

(pra livrar do julgamento)

Cuido de criança carente!

 

Meu anjo ficou todo animado.

Bateu palmas, me resgatou.

O diabo muito alterado:

- Pronto. O julgamento acabou!

Lisboa -2009

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A redondilha maior lembra a pujança da

Literatura Nordestina e nos remete à  tradição lusitana.

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 mariza.lisboa@uol.com.br

Escrito por mariza.lisboa às 13h57
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